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A nossa História

Data do ano de 1933 a chegada dos primeiros padres monfortinos (J. Limpens e P. Theunissen) a Portugal, provenientes da província holandesa, os quais se estabeleceram em Vila Real, no seminário diocesano, onde assumiram as funções do ensino da teologia. O envio destes religiosos para Portugal pelo provincial holandês, padre Mathieu Hupperts, enquadra-se num projecto mais abrangente, apoiado pela Santa Sé, que consistia em preparar e enviar missionários para os territórios ultramarinos que estavam sob administração portuguesa. Com efeito, já em 1921 os Monfortinos tinham obtido do papa Bento XV a autorização para abrir uma missão em Moçambique.

Os dois padres monfortinos permanecem apenas dois anos lectivos em Vila Real, pois o seu principal objectivo não era ensinar teologia, mas criar uma procuradoria das missões em Lisboa, que permitisse o recrutamento e formação de missionários ad gentes. Para o efeito, fizeram diligências junto do cardeal-patriarca, do núncio apostólico e do representante franciscano junto do governo, obtendo pouco tempo depois a autorização solicitada. É, então, entregue aos padres monfortinos, como trabalho pastoral, a casa de retiros, a comunidade cristã da Amadora e a capela pública da ermida da Falagueira, então pertencentes à paróquia de Benfica.

Para potenciar o arranque da congregação em Portugal, o superior-geral, Théophile Ronsin, envia os padres J. Limpens, J. M. Frissen e J. Menten, tendo o primeiro assumido as funções de superior da comunidade, pároco e procurador das missões; o segundo tornou-se confessor e capelão das Carmelitas, no Estoril; o terceiro, dedicou-se à aprendizagem da língua portuguesa, para depois ir trabalhar para Moçambique.

A fim de melhor cumprirem os objectivos da sua presença em Portugal e de expandirem a Companhia de Maria, abriram um seminário situado na Quinta da Olaia, em Seiça, nos arredores de Ourém, no ano de 1952. Mas, atraídos pela espiritualidade mariana que se desenvolvia em torno de Fátima, decidiram fechar aquele seminário e construir o seminário monfortino junto do santuário, cujas actividades escolares se iniciaram em 1956. Além deste seminário menor, que inicialmente funcionava também como noviciado, criaram posteriormente uma comunidade autónoma em Junqueira, Vila do Conde para retiros, a qual depois foi adaptada para noviciado da companhia.

Em 1967, abriram nos arredores de Loures um seminário maior, sendo a formação teológica dos seminaristas garantida pelo Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) no Patriarcado de Lisboa. Depois de um encerramento temporário deste seminário maior, durante a crise vocacional dos anos 70 e 80 (período em que os poucos seminaristas maiores iam receber formação a França, Inglaterra e Itália), este reabriu em 1992 na Póvoa de Santo Adrião, onde os Monfortinos assumem, actualmente, também a responsabilidade da paróquia local.

Entretanto, o aumento do número de membros e de casas em Portugal tinha oferecido condições para a criação do vicariato-geral de Portugal a 8 de Dezembro de 1979; isso significou a separação da província holandesa e a dependência directa da cúria-geral sedeada em Roma. Esta data marca o início da fase da autonomia e do enraizamento dos Monfortinos em Portugal.

Etapa de consolidação que é marcada pelo empenho na realização de um dos vectores do carisma monfortino – «renovar o espírito do cristianismo nos cristãos» -, que se vai traduzir na intensificação da missão ad intra. Para o efeito, incrementam-se não só as missões populares nas zonas do país em que o cristianismo estava mais esmorecido, mas também se aposta numa dinâmica missionária mais prolongada em determinadas regiões através da inserção em comunidades concretas. É assim que surge a região missionária do Sul, que engloba os concelhos alentejanos de Castro Verde (1984) e de Ourique (1991).

Depois em 1988 os Monfortinos recuperam a presença nas paróquias das dioceses de Santarém de Abrã, Amiais de Baixo e Monsanto; e em 1997 assumem as paróquias de Mira d’Aire e Alvados da diocese de Leiria-Fátima. Também a pastoral vocacional é intensificada e a formação dos religiosos monfortinos reequacionada, criando-se nos arredores de Lisboa uma comunidade para acolher os postulantes e acompanhá-los até ao noviciado, em que se lhes fornece uma componente formativa em paralelo com uma experiência de vida comunitária e de pastoral.

Em 2001 inaugura-se a nova casa dos Monfortinos em Fátima, denominada Casa Monfort.

Em 2017 estendemos a nossa atividade pastoral na diocese de Santarém com as paróquias de Alcanena, Bugalhos e Monsanto.

Desde o início de 2025 contamos com mais paróquias da diocese de Leiria-Fátima, nomeadamente a unidade pastoral de Freixianda.

1933
A chegada

Chegada dos primeiros padres monfortinos (J. Limpens e P. Theunissen) a Portugal, provenientes da província holandesa

1952
Construção do Seminário

Abertura do seminário situado na Quinta da Olaia, em Seiça, nos arredores de Ourém

1956
Chegada a Fátima

Iniciadas as actividades escolares em Fátima

1967
Seminário de Loures

Abertura de Seminário nos arredores de Loures, sendo a formação teológica dos seminaristas garantida pelo Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) no Patriarcado de Lisboa 

1979
Vicariato-geral

Criação do vicariato-geral de Portugal

1984 e 1991
Região missionária do Sul

Surge a região missionária do Sul, que engloba os concelhos alentejanos de Castro Verde (1984) e de Ourique (1991)

1988
Santarém de Abrã, Amiais de Baixo e Monsanto

Recuperada a presença nas paróquias das dioceses de Santarém de Abrã, Amiais de Baixo e Monsanto

1997
Mira d’Aire e Alvados

São assumidas as paróquias de Mira d’Aire e Alvados da diocese de Leiria-Fátima

2001
Inauguração Casa Monfort

Inaugura-se a nova casa dos Monfortinos em Fátima, denominada Casa Monfort

2017
Alcanena, Bugalhos e Monsanto

Estendemos a nossa atividade pastoral na diocese de Santarém com as paróquias de Alcanena, Bugalhos e Monsanto

2025
Freixianda

Contamos com mais paróquias da diocese de Leiria-Fátima, nomeadamente a unidade pastoral de Freixianda